HISTÓRIA: MEMÓRIAS DO CINE VITÓRIA EM TREMEMBÉ
Era ali que ficava o inesquecível Cine Vitória, administrado pelo Sr. Adolfo Piccina, um lugar que marcou gerações e criou lembranças que ainda vivem no coração de muitos.
Entre essas memórias, está o relato do senhor Antônio Borges, que relembra com carinho sua juventude:
“Tinha dia que eu saía lá da lavoura, com meus vinte anos. Terminava o serviço, tomava banho correndo, pegava a bicicleta — sozinho ou com um ou dois amigos — e ia direto para o cinema ver os seriados. Tinha de tudo: bang-bang, faroeste… mas o meu favorito era o Capitão América. Aquilo era o nosso único escape do dia a dia. A gente ficava ansioso a semana inteira.”
E não era só ele. Toda a cidade aguardava o relógio marcar 20h para entrar na sessão. Filmes de Mazzaropi, histórias de terror e os famosos bang-bang encantavam o público. Diziam que, quando “O Exorcista” passava na telona, ninguém tinha coragem de voltar sozinho pra casa.
Aos domingos, a tradicional matine reunia famílias e crianças. Nos bastidores, seu Silvio e seu amigo Chita cuidavam das bobinas dos filmes. Na bilheteria, Terezinha vendia os ingressos, enquanto o Sr. Geraldo Lima controlava a entrada — conhecido por sua seriedade. Já o famoso “Parada”, sempre alegre, ajudava o público a encontrar seus lugares com uma lanterna na mão.
E quem não se lembra dos sabores do cinema? O carrinho de pipoca do Sr. João e seus filhos, Osmar e Orlando, perfumava a entrada. Para quem preferia, havia também os amendoins torrados do Sr. Amadeu e as deliciosas cocadas, consideradas as melhores da cidade.
O Cine Vitória não era apenas um cinema — era palco de histórias, encontros e emoções. Ali começaram muitos relacionamentos, alguns que duram até hoje. Também foi espaço para eventos importantes, como formaturas escolares, marcando ainda mais sua importância para a cidade.
📌 Preservar essas histórias é manter viva a nossa identidade.
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