A HISTÓRIA NÃO CONTADA DAS CAIXAS D’ÁGUA DE TREMEMBÉ
A rede, feita de ferro fundido, cobria apenas o centro. Com o crescimento da cidade, a estrutura permaneceu praticamente a mesma. Para levar água a novos bairros, moradores, em acordo com a prefeitura, passaram a estender a rede por conta própria, utilizando canos de menor diâmetro.
Com o tempo, os problemas se tornaram inevitáveis. A água já não chegava com regularidade durante o dia — muitas vezes, só à noite. Ao analisarem a rede, técnicos identificaram um problema crítico: os canos estavam obstruídos por uma crosta endurecida, comprometendo o fluxo.
Foi nesse cenário que, em 1975, durante a gestão do prefeito Paulo Barbosa Rangel, a Sabesp assumiu o sistema de abastecimento. No ano seguinte, foi oficializada a transferência do tratamento de água para a companhia, ampliando a capacidade de investimento.
Pouco depois, durante o governo estadual de Paulo Maluf, surgiu a promessa de uma nova estrutura. Em 1979, em visita à cidade, foi anunciada a implantação de uma grande torre e a expansão da rede. À época, a Câmara Municipal era presidida por Sylvio Oliveira Leite.
A nova torre começou a ser construída em 1981 e foi concluída dois anos depois, com capacidade dez vezes maior. Durante a transição, o abastecimento ainda era alternado entre bairros — um dia sim, outro não.
Antes dessas melhorias, caminhões-pipa abasteciam casas, enquanto muitas famílias dependiam de poços e baldes.
Hoje, a água vem do Rio Paraíba, com tratamento em Taubaté. Tremembé cresceu — e sua infraestrutura também.
📌 Cooperadores: Sr. Crispim e Sr. Clebeo Manfredine, ex-funcionários da Sabesp e Página Tremembé das antigas.
📌 Preservar essas histórias é manter viva a nossa identidade.










